A Fotografia Além do Click: Uma Paixão Antiga e a Crítica de Baudelaire
Fotografar sempre foi mais do que apertar um botão para mim. A ansiedade só aparece quando algo acontece com minha câmera ou com as fotos — fora isso, a fotografia é minha companheira leal, aquela amiga que me faz enxergar o mundo de uma forma única.
Minha câmera é uma Canon 6D, já com alguns anos de estrada, mas que segue firme como extensão do meu olhar.
O prazer de fotografar com ela é único: está na forma, na intuição e no bem-estar que cada clique me proporciona. Cada foto acaba revelando uma beleza escondida, mesmo no meio do caos do dia a dia.
Baudelaire e a Fotografia: De Narciso a Adoradores do Sol
Ele escreveu:
“Narciso a homem, para contemplar sua imagem trivial em um pedaço de metal. Uma loucura, um fanatismo extraordinário tomou conta de todos esses novos adoradores do sol.”
Essa frase sempre me faz pensar. Baudelaire enxergava a fotografia como algo “trivial”, uma cópia rasa da realidade, enquanto a pintura seria a verdadeira expressão da alma.
Reflexão Final: A Fotografia como Arte e Prazer
Por mais dura que tenha sido a crítica de Baudelaire, hoje sabemos que a fotografia não é somente uma cópia da realidade. Para mim, ela é arte, é expressão e também prazer.
No fundo, fotografar é encontrar o belo onde ninguém mais vê. E é exatamente isso que me faz carregar minha câmera comigo, mesmo quando o peso parece maior do que eu.





