Duas Casas, Dois Ritmos: A Arte de Viver entre a Serra e a Metrópole
Viver o estilo Farmhouse e a vida na Serra é o que moldou meu olhar sobre o morar nos últimos anos, recentemente minha dinâmica se inverteu:
São Paulo tornou-se a base principal, enquanto a Serra Gaúcha passou a ser o meu refúgio intencional, especialmente durante as temporadas de outono.
Essa transição trouxe algo fascinante: a alma da casa serrana começou a “invadir” a casa da capital, tornando-a ainda mais acolhedora.
O Estilo Farmhouse: Entre o Aconchego e o Refinamento
Muitas pessoas me perguntam sobre a base da decoração das minhas casas, embora o termo Farmhouse seja a definição técnica, a minha interpretação foge do rústico “raiz” ou literal.
Eu busco o equilíbrio entre a rusticidade e o conforto — um olhar que valoriza a luz e o respiro dos ambientes.
Arquitetura e Contraste:
O teto alto de madeira remete aos antigos celeiros, traz uma sensação de amplitude e acolhimento.
Para equilibrar, uso uma paleta que transita entre o branco puro, o branco amarelado e tons claros.
O segredo da simplicidade e beleza no farmhouse está no uso do marrom, entre tantos outros de tons adequados, pontuado por toques sutis de preto nos metais e detalhes, criando molduras elegantes sem pesar o ambiente.
Luz e Transparência: Janelas amplas foram essenciais no meu projeto, pois permitem que a luminosidade inunde a casa, revelando as texturas naturais que tanto amo, como a palha e o linho e o jogo de luzes e contrastes.
O Escritório: Onde a Natureza e o Trabalho se Encontram

Se há um lugar onde passo a maior parte do meu tempo, sem dúvida, é o meu escritório.
Isso ocorre porque ele foi projetado para ser uma extensão do jardim, transformando o ato de trabalhar em uma experiência sensorial completa.
Através das janelas, acompanho o sol tocar as plantas, a neblina entrando silenciosa ou o movimento do vento nas folhas.
Além disso, o burburinho dos pássaros me faz companhia enquanto observo o bailado das nuvens — ora carrancudas, ora leves como nuvens de algodão.
Dessa forma, essa conexão constante com o verde traz o frescor do campo para a minha rotina urbana.
Afinal, meu pequeno jardim proporciona um bem-estar encantador e lúdico que, consequentemente, mantém minha criatividade viva.
Este é o meu lugar favorito para criar, trabalhar e contemplar.
O Equilíbrio entre o Conforto e a Função
Seja no silêncio introspectivo de Gramado ou no dia a dia dinâmico de São Paulo, o objetivo final é o mesmo: criar um ambiente que nos abraça.
Hoje, com as reformas concluídas, sinto que minhas duas casas finalmente conversam entre si, unidas por esse fio condutor de naturalidade e sofisticação.

Ter dois lares deixou de ser apenas uma divisão de tempo e passou a ser uma forma mais rica de viver e criar.
“Olho para dentro e vejo a casa… sinto o cheiro do campo entrando pelas janelas abertas, e percebo que o lar não é apenas onde moramos, mas onde nossa alma encontra espaço para respirar.”
Virginia WoolfNesse post, compartilho o olhar por trás em Gramado uma experiência única e o verdadeiro berço do meu estilo decorativo.
Até mais, obrigada pela visita.


